29 de novembro de 2016

Sobre Drapia - Das Fadas e de Caça-Frutas

Seres incríveis habitam Drapia. E alguém cuida para que o que vale a pena não se perca, para que onde houver muito flua e onde houver pouco que lá chegue. As fadas têm vários nomes conforme cada língua. No norte são chamadas de: povo invisível, os pífanos chamam-nas de: luzviva-que-desata-nó, Os marcari chamam elas de estrelas visitantes. Em todo lugar elas são notadas. Pelo barulho que fazem, pelas mudanças que causam e a magia que as cerca.
Uma área enorme é cuidadosamente administrada por uma fada. Elas fazem a magia fluir e se desaglutinar onde um feiticeiro usa um feitiço muito poderoso. Nesses lugares a magia fica muito concentrada, e se elas não dissiparem aquela magia latente a magia penetra o solo e forma golens raivosos, causa explosões de mana ou penetra no solo e vai se condensando ate tomar forma física ou apodrecer. Lidar com uma gota de magia que apodreceu é fácil. Você só precisa dar ela para o Cálido das trevas, que vive perambulando fora de Drapia em Outros universos, não sempre por escolha dele, mas sempre aproveitando cada instante magico de existência. Mas Cálidos são mérito para outro momento.
Não só dissipar, mas também guardar são os trabalhos delas. E elas têm um reino magico em paralelo com a realidade simples só para mais facilmente guardar suas coisas; é chamado de Outro-onde. Lá elas guardam objetos mágicos que foram perdidos, quantidades grandes de espécies animais e de plantas que estiverem talvez em risco de serem exterminadas e pessoas. Pessoas não gostam de ficar presas em um museu. E por isso elas dão falsas novas identidades a elas. Dão família uma moradia e uma função na sociedade. Em geral uma pessoa é transformada em uma amalgama do que era e algum animal ou fera que tenha significado para ela.
Caça-Frutas foi a ideia de uma fada que tinha sido designada para cuidar de uma tarefa não tão prazerosa quanto as outras. Ela decidiu guardar em Outro-onde uma pessoa e dar lhe o nome de Voeeiro Cria-Comida. Ele tinha estatura de um humano e traços de um morcego frutívoro. Seria um fazendeiro que supriria a fome dos outros. Porem para a tristeza da fada ele não foi domado perfeitamente. Sua vontade de quando era livre aparentemente não havia sido moldada como deveria. Ele não queria a função que lhe impôs a fada. Era mais interessante para ele pegar as frutas das arvores que cultivar a terra, comer elas e saborear o seu sumo. Aprendeu bastante sobre as plantas as frutas e seus sabores. Raramente ele comeria uma fruta a mais de 3 metros do pé, ou ainda de vez. Verde para ele só os limões.
Seu pai, ou ao menos o homem que ele pensava e que concordava plenamente em ser, o aconselhou um dia a sair de casa, e lhe deu o nome de Voeeiro Caça-Frutas, pois era disso que seu filho gostava. Viajar e comer Frutas era tudo o que ele gostava de fazer, e assim ele vivia. Uma Bruxa um dia encontrou-o e ela era uma humana comum, ela o disse que ele vivia uma mentira e disse-lhe que buscasse o segredo da fada dos castelos. Maior bobagem não havia sido dita para ele e ele continuou sua vida de caçar as frutas mais saborosas e come-las. Toda arvore dava frutos e alguns arbustos ramas e trepadeiras também. Ele se divertia procurando.
Mas a curiosidade sempre bate à porta. Caça frutas viu um dia uma fada e perguntou sobre a fada dos castelos; viaje para o sul e ou para o leste e depois para o lestu e ou para o sel e você não vai encontrar fada alguma aqui. -Fadas contam mentiras, você provavelmente delirou para pensar em tal coisa. - Outro fato sobre as fadas é que elas falam somente a verdade e sempre falam em charadas quando não querem dar a informação. Bem bom um tempo passou até ele “decifrar” a charada. Muitas aspas nesse decifrar, foi mais sorte que pesquisa. Mas um castelo lá em Outro onde havia e este castelo ele achou.
-Fada dos Castelos, se tu aqui resides me diga que sim e me satisfaça a curiosidade, uma bruxa me amaldiçoou com a curiosidade, eu que tão feliz sou aqui. Aceite minha suplica, me ajude.
A lei de serem anfitrioas as fazia carcereiras em cheque, mas nenhum dos presos descobriu isso. Eles eram apenas gentis entre si, na cabeça deles ao menos. Veio uma fada e ela tinha o tamanho dele e asas proporcionais. Ela Levou ele a uma sala de seu castelo que tinha cortinas cinza bordadas com cristais azuis e fios metálicos de cor marrom, talvez fosse bronze. Ela passou com ele perto das cortinas e elas se abriram, atrás de cada cortina havia um vitral magnifico que tinha algum movimento bem leve e suave e cuja luz se difundia ate tocar o chão: - nestas paredes está escrita a historia dos que se encontram neste ambiente. Você só vê três paredes com vitrais e cortinas, pois só houveram três momentos em nossa historia. Iremos sair e eu deixarei que você entre sozinho, você ficará preso no tempo no instante que entrar e sairá quando quiser. Para mim no máximo alguns segundos vão passar, mas para você talvez seja uma eternidade, você sentira fome e sede, não se prive de sair e entrar quantas vezes quiser, mas por favor, não me faça mais perguntas em sete dos meus dias. Temos um acordo? – Ele confirmou com a cabeça.
Quando entrou sozinho, a sala que antes era quadrada se transformou em um labirinto com inúmeras paredes indo por todas as direções e fazendo curvas, todas com cortinas e vitrais contando historias que nada tinham a ver com ele: cai em uma armadilha! Ela mentia para mim! Estou preso! – e tentou sair, saiu e viu a fada ainda por lá. Decidiu entrar de novo e ler as historias. Sentiu fome saiu e depois voltou para a sala magica. Seguindo a parede ele fez voltas e mais voltas e nada havia sobre ele, sobre quem ele achava ser, haviam monstros havia pontos de luz haviam rachadoras no vitrais, havia um menino de cabelos verdes, músicos, todos com aparências da bruxa, sem pelo cobertos de panos extravagantes, como eles conseguiam ficar daquele jeito? Duvidas e mais dúvidas, a primeira fada lhe deu uma charada e a segunda lhe fez mais confuso. As historias eram interessantes, mas ele era um e aquelas eram historias de outro.
Para ele haviam se passado mais de um mês e nem um dia para a fada. As frutas do lugar estavam todas verdes e ele tinha de ir mais longe para conseguir. E ele queria mais e mais saber da historia. Notou finalmente que nada o impedia de ir direto ao final, ledo engano. Não se burla a magia das fadas em seu reino. Depois de muito tempo séculos para ele. A história estava no meio e sete dias para a fada finalmente se passaram: eu não quero entrar nessa sala mais, o meu passado é muito vasto e não me favorece conhece-lo eu aceito isso. Eu peço novamente seus favores. Me leve ate a bruxa que me amaldiçoou e me permita dar a ela minha servidão, pois ela ganhou de mim. Eu não sei nada, s e de nada valho, mas ela me disse aquilo e foi embora então ela deve ter necessidade de mim.
Assim se fez e a Bruxa, Zi Xandelavlasquia recebeu o morcego meio-humano. A fada os castelos o entregou pessoalmente; - Cuide bem dele. Nossa casa não espera agradecimento, lhe digo que não seria preciso. - a fada se virou e saiu voando. Zi recebeu Caça frutas em sua casa. Deu-lhe um elixir para que se lembrasse de quem ele era antes de ter sido escolhido para Viver em Outro-onde. Tudo que ele havia visto era real e havia ainda muito mais.
Agora é um momento bom para entrarmos no mérito dos Cálidos. Por acaso eles são criaturas incrivelmente poderosas e  fazem o mundo funcionar são a luz a agua da nascente, da chuva e dos mares, deles flui a magia deles flui a matéria. O vento que movimenta a terra com que se constrói o fogo que queima e tudo o mais. Em Drapia há oito elementos. Por acaso Caça-Frutas era o Cálido das Trevas e as frutas que ele comia eram as gotas de magia apodrecida que a fada que o capturou enquanto ele entrava em um portal, colocando um portal na frente do dele, era responsável por coletar e dar-lhe de comer. Sabendo que ele não seria domado facilmente ela lhe deu um trabalho desnecessário. Um nome que nada tinha a ver com ele e uma família que lhe daria apoio. Durante dois milênios as fadas tiveram folga pois não precisavam dissipar a magia, o mundo ficou louco e magia se tornou perigosíssima. Sem o cálido das trevas ninguém morria o submundo estava desabitado de mortos vivos e as criaturas que se alimentam deles estavam todas na superfície. Sem morrer as almas ficavam presas aos corpos e enlouqueciam.
Drapia se tornou um lugar diferente do mundo de paz que ele havia deixado. Mas nada que não fosse possível se lidar. Sim, alguns rasgos interdimensionais estavam sendo formados aqui e ali, criaturas e acontecimentos extraterrenos e multi-ósmicos  estavam consumindo a realidade, Mas agora não vamos entrar nesse mérito, por agora.


🐉🐉🐉

Essa historia é nova em texto mas eu já havia vivido ela na minha cabeça anos atras. Comendo acerolas ela veio para mim a alguns anos, e com pitangas ela teve seu desfecho. Espero que a leitura seja prazerosa e que o desvio do plot os tenha satisfeito. foi um prazer escrever.
Deixe seu comentário, compartilhe, até mais! Tenham um ótimo dia!

2 comentários:

  1. Está de parabéns, muito legal a história. Gostei. Continuarei lendo as que virão. :) :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Italo, eu escrevo umas 2 ou três por semana, sempre que vem uma inspiração.
      se quizer sehuir o blog fique a vontade!

      Excluir