23 de julho de 2014

Uma historia terrivel.Eu juro

Era o dia da audiência e novamente ela iria ser testada com o polígrafo enquanto fariam as perguntas. Diferente de audiências convencionais quando você é trazida de volta para a terra com poderes psíquicos elevados após ter feito uma viagem com alienígenas eles te interrogam com choques elétricos um termômetro retal que vai ser retirado e recolocado varias vezes um termômetro sob cada axila e um polígrafo. Danem se os direitos humanos, você talvez não seja mais humano.
Alberta já sabia como tudo iria ocorrer e nada mais era surpresa pra ela. tudo ocorreu como de costume. Qual seu nome, onde você nasceu você teve contato com extraterrestres, como se chama sua mãe, você foi adotada, os alienígenas fizeram experiências com você, qual o nome do seu pai, você foi violentada de qualquer forma, musicas você gosta, você sabe o que é telecinesia, pode mover essa pluma, essa esfera de madeira, tente deformar esse cubo de aço ate que ele fique redondo... As perguntas seguiam por 6 horas. No final ela sempre estava deitada no teto com cada fio de cabelo formando uma frase de um livro diferente mudando a cor e formato de duas ou três coisas ao mesmo tempo. Havia sempre cinco homens armados e quatro metralhadoras apontados para a cabeça dela. Havia também um lazer. Sempre duas enfermeiras uma de cada lado.
A sala de tortura nunca era a mesma. O padrão do azulejo no piso era sempre diferente e nunca se repetia. A posição das lâmpadas as vezes estava correta porem o piso era inegavelmente díspar todas as vezes. Os guardas armados sempre eram de patente baixa e todos na sala eram muito novos o mais velho era o interrogador, ele sempre se repetia quase perfeitamente, ate as duas horas finais quando toda a sua criatividade aflorava. E o interrogador usava todo seu arsenal de ideias e ela era colocada realmente a prova.
Era mensal, sempre mensal. Mas depois dessa visita, a de numero 37, ela foi levada pra outra cela. Essa era de vidro. Vidro por todos os lados menos um, e do outros lados ela sentia uma presença. Havia uma cadeira de acrílico uma mesa com uma tela redonda deitada sobre ela. Um circulo apareceu e por cima dele um triângulo onde ficaria o queixo, se fosse um rosto humano, depois duas ovais inclinadas  onde seriam as orelhas e um rosto feminino apareceu pouco a pouco, o cabelo feito meca por meca tinha grandes cachos. Alberta plantou sua mão ao lado do desenho e ele parou. seja quem quer que desenhe seu rosto antes de ter o cabelo raspado e ganhar as olheiras parou. e plantou sua mão na mesa.
Mão ou pata tinha três dedos apontando para frente e mais dois que apontavam para as diagonais de trás. A mão parecia-se mais com uma aranha quando estava toda aberta. com todos os dedos, e eles pareciam não acabar, deviam ser no mínimo 10. mas nao mais de 20. algo que traria no mínimo espanto para qualquer um de nos, trouxe apenas uma lágrima pra Alberta, uma lágrima de saudade. era com certeza a mão de um deles, um dos seres sem nomes que saiam por debaixo da terra e que não eram desse planeta.



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